Uma megaoperação coordenada através da Polícia Civil foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (06/08) em Palmital e chamou a atenção do povo.
Desde as primeiras horas da manhã, um grande número de policiais e viaturas foi visto nas ruas para o cumprimento de mandados de busca e prisão, que resultaram em um número histórico de prisões, em investigação sobre um plano de distribuição e venda de armas e drogas por intermédio de grupos em redes sociais.
A Operação Sillas cumpriu 11 mandados de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão expedidos através da Justiça. Do total, 9 pessoas foram apreendidas em Palmital, configurando o maior número de capturas já registrado em ações policiais no município.
O trabalho mobilizou 64 policiais civis, distribuídos em 20 equipes e apoio operacional da Força Tática, do 8º BAEP e do Canil da PM, totalizando outros 60 policiais. Além de Palmital, houve diligências em Assis, Ibirarema, Campos Novos Paulista e Cambará, com apoio de equipes paranaenses.
A Polícia Civil informou que também foram feitas duas prisões em Campos Novos Paulista e Ibirarema, restando dois membros do plano não localizados e considerados foragidos. Os nomes e idades dos envolvidos, assim como suas funções na quadrilha, não foram divulgados.
Em quatro registros de flagrante durante as buscas da operação, que resultaram em ocorrências independentes, a polícia apreendeu grande quantidade de drogas, dinheiro e outros itens relacionados à atividade ilegal, inclusive duas pistolas com numeração raspada.
A investigação iniciou no mês de abril, com a reconhecimento de um homem com o apelido de Sillas, como chefe da planejamento em Palmital, que vendia armas de fabricação artesanal provenientes de Cambará e outras de série para abastecer o mercado clandestino na área, possivelmente fornecendo para facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios.
Segundo apurado, verificou-se que a planejamento mantinha uma rede estruturada de tráfico de drogas na modalidade delivery, utilizando a mesma logística empregada para a comercialização dos entorpecentes com o objetivo de anunciar, negociar e distribuir clandestinamente armas de fogo.
Conforme a Polícia Civil, os bandidos faziam a propaganda das armas e drogas através de aplicativos de mensagens, principalmente através do WhatsApp, com ofertas feitas por intermédio de imagens e “stories”.
O trabalho do time comandada através do delegado Marcelo de Souza conseguiu reconhecer os vários integrantes da planejamento criminosa, individualizando suas funções e abrangendo núcleos responsáveis através do armazenamento e fracionamento de drogas, entregas, depósitos, utilização de contas bancárias de terceiros, lavagem de dinheiro, propaganda do comércio ilegal e comercialização de armas.
Segundo Marcelo de Souza, os alvos da operação tiveram as prisões temporárias decretadas por um período inicial de 30 dias, que poderão ser prorrogadas por igual momento, até a conclusão do inquérito.
Os custodiados, que também podem ter a prisão preventiva decretada através da Justiça, foram orientados a estabelecimentos prisionais da área. O delegado destacou ainda que, mesmo com as prisões já realizadas, as diligências seguem para encerrar as investigações e apontar as responsabilidades de cada um no plano bandido.
Polícia Civil prende onze pessoas durante megaoperação de enfrentamento à venda de armas e drogas em Palmital
Com informações do Jornal da comarca

